PASTOR CELSO E SUA ESPOSA MISSIONARIA VALERIA

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LETICIA ,EMANUEL , TIAGO

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quinta-feira, 3 de março de 2011

SOCIOLOGIA





SOCIOLOGIA


Dedicatória:

                A todos aqueles que são “nascidos de novo” (João 3), para que possam estar firmes na Palavra, conhecendo as profecias, crendo nelas, observando os sinais dos tempos, para que não sejam “confundidos por Ele na Sua vinda” (1 Jo 2:28), “Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem” (1 Pe 2:12). Sabendo, principalmente, que: “... ainda um pouquinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará” (Hb 10:37).
                Aos ainda não salvos, com a esperança de que se arrependam e creiam, o quanto antes (Lucas 12:20), no Senhor Jesus Cristo, ÚNICO caminho que leva ao Pai (João 14:6), sabendo que “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12).
                 E, principalmente:

“... ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém”.
(1Tm 1:17)
SOBRE VERSÃOPastor  Celso Soares Neto, filho de Pedro Maria Filho e Zilda Maria de Jesus, nascido em 15/01/1967, na cidade de Dores do Indaiá/MG a Avenida da Saudade 181 (conhecida com Beco do Cemitério),  onde vivi com meus pais e 14 (quatorze) irmãos, todos filhos de um mesmo casamento. Criado com muito amor e disciplina, também com grandes dificuldades financeiras. Minha mãe padecia de diversas enfermidades, sendo assim fui praticamente criado por minhas duas irmãs Márcia e Aparecida. Vim para Belo Horizonte ao 17(dezessete) anos para trabalhar no Banco Mercantil do Brasil, onde trabalhei por 11 (onze) anos, fui criado nesta época por minha irmã Branca e seu esposo Amadeu no qual foram meus segundo pais, de onde sai para casar em 1990. Já casado passamos 06 (seis) anos sem Jesus em nosso casamento, mas faço menção ao meu cunhado Gerson Lopes Cançado, (in memorian) esposo da minha irmã Maria José, que muito me falava sobre Jesus, dando-me um Novo Testamento cumprindo assim em minha vida a palavra do Senhor que a semente (palavra) lançada não voltará vazia, também a minha amada sogra Maria das Mercês de Souza (in memorian) que tanto orou por mim e minha esposa.Nos casamos na Igreja Batista do Barreiro, casamento celebrado pelo Pastor Carlos (conhecido como Carlão). No tempo determinado por Deus, aceitei Jesus na Igreja Pentecostal Jesus é Amor, liderada pela Missionária Nilza, minha mãe na fé. Fui muito auxiliado,  por minha cunhada Mercês Maria, que aliás tem me ajudado espiritualmente até nos dias de hoje. Ao aceitar Jesus fui chamado para fazer parte do quadro de ceifeiros de sua obra, onde fui pastor por 04 (quatro) anos no Bairro Sol Nascente em Ibirité/MG. Sendo direcionado pelo Senhor vim para Igreja Pentecostal Varões de Guerra, Congregação João Gomes Cardoso, onde permaneço até esta data, sendo pastor dirigente. Fui recebido pelo pastor presidente Ralph A. Assé, que me confiou a liderança desta igreja.

 


FORMAÇÃO TEOLÓGICA E ACADÊMICA


Médio em Teologia

STPMG - Seminário Teológico Pentecostal de MG

Registro: Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas nº 58.306, Livro A, Folha 3 e 4, CNPJ 16.748.089/0001-09

Capelania Cristã

ALACE - Associação Latino Americana de Capelania Evangélica

Registro do diploma: 2º cartório de registro de títulos e documentos de BH, nº 88.4683

Bacharel em Teologia Ministerial

ALACE - Associação Latino Americana de Capelania Evangélica

Registro: nº 11.9760, Lei Federal nº 10.51169, livro A, CNPJ 07.618.054/0001-04, com sede a Avenida Afonso Pena, 262/2009, Centro BH/MG

Registro do Aluno: 0209/05

Registro do diploma: 90.2832, no 2º cartório de registros e documentos/BH

Obs.: Nenhuma destas formações teriam sentido na minha vida se não fosse a presença viva e real do Espírito Santo de Deus no qual sempre agradeço essa dádiva que me foi concedida gratuitamente pela graça no Nosso Senhor e Salvador Jesus, que tributo toda honra, glória e louvor para Ele e por Ele até o fim dos séculos. Amém.


Bacharel em Administração (incompleto)

Instituto J. Andrade de Ensino Superior

Juatuba /MG

Registro do aluno: 11.01723



SOCIOLOGIA

A NATUREZA E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA

Quando a sociedade passa por mudanças dramáticas com a industrialização, as pessoas começam a pensar sobre o mundo que as cerca. Como as pessoas poderiam justificar essas dramáticas e repentinas mudanças como, por exemplo, quando o antigo sistema feudal deu lugar a uma nova forma de organizar o mundo social? Foi nesse contexto que a sociologia nasceu, quando os estudiosos começaram a ver a sociedade cada vez mais como algo que poderia ser analisado sistematicamente.


O Surgimento da Sociologia

Chegamos ao século XXI, estamos vivendo um momento da História que os especialistas estão denominado de globalização. Uma das características marcantes da globalização são os sistemas de comunicação que unem e aproximam espaços. A televisão, por exemplo, coloca um fato de um país distante dentro de nossa casa no mesmo tempo que ele está acontecendo, e tudo parece estar ocorrendo ali “na esquina de nossa casa”.
A tecnologia da comunicação imprimiu maior velocidade ao mercado econômico, fazendo com que a mercadoria circulasse e fosse distribuída mais rapidamente. Utilizando a expressão de McLuhan, o mundo se transformou numa aldeia global. Octávio Ianni constata que a globalização não é um fato acabado, mas um fenômeno em marcha, que destrói possibilidades e, ao mesmo tempo, cria outras. É um movimento que atinge todas as esferas da vida social, individual e coletiva.
Em cada lugar ou cidade, a globalização toma uma diferente fisionomia, ou seja, uma coisa é a interface da globalização com a cidade de São Paulo, outra coisa é a mesma interface com Salvador, na Bahia. Na expressão de Manuel Castells, a sociedade hoje é a sociedade da informação, uma sociedade em rede, que conecta e desconecta em qualquer momento e lugar. Uma sociedade em rede ultrapassa as relações sociais e técnicas de produção, atinge a cultura e as relações de poder.
Rifkin caracteriza o movimento da globalização como uma era de mercados globais, de produção automatizada, o processo produtivo à vista quase sem a presença do trabalhador da forma pela qual estamos acostumados, as multinacionais buscando abrir as fronteiras e transformando a vida de bilhões de pessoas para conquistar os mercados globais. Ele constata que a dinâmica da globalização poderá conduzir a humanidade a um porto seguro ou a um terrível abismo. Se de um lado o fim do trabalho é a sentença de morte da civilização, poderá sinalizar também algumas mudanças que provocarão um ressurgimento do espírito humano. Enfim, “o futuro está em nossas mãos”.
Através dos tempos, o homem pensou sobre si mesmo e sobre o universo. Contudo. Foi apenas no século XVIII que uma confluência de eventos na Europa levou à emergência da sociologia. Quando os antigos sistemas feudais começaram a abrir caminho ao trabalho autônomo que promovia a indústria nas áreas urbanas e quando novas formas de governo começaram a desafiar o poder das monarquias, as instituições da sociedade – emprego e receita, planos e benefícios, comunidade, família e religião – foram alteradas para sempre. Como era de se esperar, as pessoas ficaram inquietas com a nova ordem quer surgia, e começaram a pensar mais sistematicamente sobre o que mudanças significavam para o futuro.
O movimento intelectual resultante é denominado de Iluminismo ou Século das Luzes, pois a influência da religião, da tradição e do dogma no pensamento intelectual foi finalmente rompida. A ciência agora poderia surgir plenamente como uma maneira de pensar o mundo; já física e, mais tarde, a biologia foram capazes de superar a perseguição realizada pelas elites religiosas e estabeleceram-se como um caminho para o conhecimento. Junto com o crescimento da influência da ciência, veio uma avalanche de conceitos sobre o universo social. Muitos desses conceitos, de caráter especulativo. Avaliavam a natureza dos homens e as primeiras sociedades infiltradas pela complexidade do mundo moderno. Parte desses conceitos era moralista, mas não no sentido religioso. Com eles, o tipo adequado de sociedade e de relações entre os indivíduos (uns com os outros e na sociedade) foi reavaliado com base na mudanças econômica e política ocorridas com o comércio e, em seguida, com a industrialização. Na Inglaterra, esse novo pensamento foi denominado de Era da Razão; e estudiosos, como Adam Smith, que primeiramente articulou as leis da oferta e procura na área de mercado, também avaliaram os efeitos, na sociedade, do rápido crescimento populacional, da especialização econômica em escala, da comunidade em declínio e dos sentimentos morais debilitados. Na França, um grupo de pensadores conhecido como filósofos das luzes também começou a expor uma visão do mundo social que defendia uma sociedade em que os indivíduos eram livres da autoridades política arbitrária e eram guiados por padrões morais combinados e pelo governo democrático.
Ainda outra influência por trás do surgimento da sociologia – a Revolução Francesa, de 1789 – acelerou o pensamento sistemático sobre o mundo social. A violência da revolução foi um choque para toda a Europa, pois, se tal violência e influência puderam derrubar o velho regime, o que houve para substituí-lo? Como a sociedade poderia ser reconstruída a fim de evitar tais eventos cataclísmicos? É nesse ponto, nas décadas finais do século XVIII e início do XIX, que a sociologia como uma disciplina autoconsciente foi planejada.

Resumo


1-       A sociologia é o estudo dos fenômenos sociais, da interação e da organização social.

2-       A sociologia é importante para cada dia de nossas vidas, pois fornece instrumentos para entender as forças externas que regulam nossos pensamentos, percepção e ações.

3-       A sociologia surgiu sob as condições de mudança associadas com: a) o declínio do feudalismo e o aparecimento do comércio, da indústria e da urbanização; b) o movimento intelectual conhecido como iluminismo, no qual a ciência e o pensamento laico sobre o mundo físico, biológico e social poderiam prosperar; e c) o choque traumático e a mudança social brusca decorrentes da Revolução Francesa.

4-       O nome sociologia foi proposto pelo pensador francês, Auguste Comte, que acreditava que a ciência da sociedade poderia competir com as ciências naturais. Comte também sentia que o descobrimento das leis da organização social humana poderia ser usado para reconstruir a sociedade de uma forma mais humana.

5-       Herbert Spencer na Inglaterra similarmente argumentava que as leis da organização humana poderiam ser desenvolvidas. Essas leis iriam concentrar-se no crescimento e na complexidade da sociedade, visto que essas causas criavam pressões para: a) o aumento de interdependência e troca entre as pessoas e organização de uma sociedade; e b) o aumento do uso do poder para regular, controlar e coordenar as atividades desses membros e unidades organizacionais. Spencer fundou uma teoria sociológica conhecida como funcionalismo, em que a função de uma estrutura social na manutenção era enfatizada.

6-       Émile Durkheim adotou as idéias de Spencer, mas deu continuidade à tradição francesa de enfatizar a importância das idéias culturais para integração da sociedade. Como Spencer, ele era funcionalista e acreditava que as leis da organização humana poderiam ser descobertas, mas acrescentou à teoria de Spencer a importância de se descobrir as causas e funções dos símbolos que buscam integrar a sociedade.

7-       Karl Marx, um alemão que foi expulso de sua terra natal e que acabou se estabelecendo na Inglaterra, enfatizou a natureza contraditória da sociedade, inspirando uma teoria conhecida como teoria do conflito ou sociologia do conflito. Na opinião de Marx, as desigualdades na distribuição de meios de produção se organizam para entrar em conflito com aquelas que controlam a produção, que detêm o poder, e que manipulam os símbolos culturais para legitimar privilégios. Ao contrário de Comte, Spencer e Durkheim, Marx não acreditava no desenvolvimento de leis gerais para organização humana.

8-       Max Weber, outro importante fundador alemão da sociologia, engajou-se num diálogo vitalício mas silencioso com Marx, enfatizando que a desigualdade é multidimensional e não exclusivamente baseada na economia, que o conflito é contingente em condições históricas e não é o resultado inevitável e inexorável da desigualdade, e que a mudança poderia causar pelas “idéias” assim como a base material e econômica de uma sociedade. Ele Também realçou que a sociologia deve olhar tanto para a estrutura da sociedade como um todo para os significados que os indivíduos conferem para essas estruturas. Como Marx, ele duvidava de que houvesse leis gerais da organização humana, mas, ao contrário de Marx, ele sentia que é necessário que sejam isentas de juízos de valor, ou objetivas, na descrição e análise dos fenômenos sociais.
9-       A sociologia norte-americana antiga adotava as idéias européias para problemas específicos associados com a urbanização e a industrialização, mas de fato iniciou duas importantes tendências: a) o uso ampliado das técnicas estatísticas, quantitativas; e b) a proposta teórica conhecida como Interacionismo, em que a ênfase é dada aos processos que sustentam e transformam a sociedade, através de interações face a face.

10-   A sociologia é agora uma área ampla e diversa que analisa todas as facetas da cultura, da estrutura social, do comportamento e interação e da mudança social.


PROPOSTAS TEÓRICAS E METODOLÓGICAS NA SOCIOLOGIA

A realidade social envolve o fluxo de pessoas que agem, interagem e se organizam. Quando andamos nas ruas e olhamos ao nosso redor, o mundo é um “burburinho” de atividades, as pessoas movimentam-se em suas rotinas diárias. Como nós conseguimos lidar com essa realidade galopante e barulhenta? Como podemos entender o que está acontecendo? A resposta a esses tipos de perguntas é dada através da atividade dupla de teoria e de pesquisa. A teoria é o nosso veículo para explicitar como o mundo social funciona; a metodologia é o nosso modo de conduzir a pesquisa cuidadosamente para que ela possa nos ajudar a criar e testar teorias.


1-       A ciência é o esforço sistemático para compreender o universo, partindo de idéias teóricas que receberam sólido apoio com pesquisas meticulosamente desenvolvidas.

2-       A teoria é, definitivamente, o veículo para entender o universo, e revela duas características distintas: a) abstração e generalidade; e b) experimentação / empirismo. Acumula-se conhecimento quando as teorias abstratas são verificadas e confirmadas.

3-       A teoria na sociologia não é tão bem desenvolvida como nas ciências naturais. Atualmente, quatro perspectivas teóricas genéricas orientam a teoria na sociologia: a) o funcionalismo, em que o interesse é compreender como os fenômenos sociais funcionam a fim de atender as necessidades do todo social no qual eles estão inseridos; b) teorias do conflito, em que a ênfase está nos efeitos de desigualdades que produzem conflito; c) o interacionismo, em que a atenção está voltada para o uso de gestos na comunicação face a face e adaptações de indivíduos um para com o outro; e d) o utilitarismo, em que a ênfase está no cálculo de custos-benefícios na busca de objetivos.

4-       Os dados no mundo empírico são coletados sistematicamente de acordo com os dogmas do método científico. Esses dogmas incluem: a) estabelecer uma problemática de pesquisa; b) formular uma hipótese; c) coletar dados ou promover experimentos, entrevistas e questionários, observações ou levantamento histórico; d) analisar os dados; e e) tirar conclusões com respeito à validade da teoria, pesquisa exploratória, ou interesse particulares de um cliente.

5-       O acumulo de conhecimento sociológico será usado para construir e reconstruir as relações sociais. Tais esforços não são obrigatoriamente anti-humanistas; na verdade, eles podem ser feitos em nome do humanismo. Daí, a ciência e o humanismo não serem, por definição, contraditórios.

SÍMBOLOS E CULTURA

A vida social é regulada por sistemas de símbolos que nos impulsionam para agir, interagir  e nos organizar. Para muitos animais, essas determinações localizam-se nos genes de suas células e fornecem planos de vida biologicamente determinados.

Até certo ponto, isso pode também ser verdadeiro para os homens, mas essas instruções biológicas são complementares, e geralmente complementadas por códigos culturais que regem nossa conduta no espaço social, as conversas com os outros, nossa forma de diálogo, novos relacionamentos e a construção das grandes estruturas das sociedades modernas. Os homens sem símbolos ou cultura ficariam perdidos e o mundo como nós o conhecemos desmoronaria.

Enquanto os símbolos e as normas / regras que ele contêm podem parecer uma obrigação, especialmente num mundo moderno, em que a revolução da informação está sempre gerando novos sistemas de símbolos e que não se pode escapar de um mundo saturado de sinalizações, nós não saberíamos sem tais sistemas de símbolos como agir, como criar novos relacionamentos,e como construir e viver nas estruturas da vida moderna. Em síntese, o homem opera com um código genético e um cultural. Isso leva alguns autores a defini-lo como um ser complexo.


1-       A informação que orienta grande parte da atividade humana é simbólica e não genética. Ao contrário dos insetos sociais, os homens criam códigos que orientam seus comportamentos, interações e modos de organização social.

2-       A cultura é o sistema de símbolos que uma população cria e usa para organizar-se, facilitar a interação e para regular o comportamento.

3-       Há muitos sistemas de símbolos dentre uma população, mas entre os mais importantes estão: a) sistemas de linguagem que as pessoas usam na comunicação; b) sistemas de tecnologias que incorporam o conhecimento sobre o dominar o meio ambiente; c) sistemas de valores que dizem respeito aos princípios de bom e mau, de certo e errado; d) sistemas de crença que organizam as cognições das pessoas sobre o que deveria existir e realmente existe em situações e espaços específicos; e) sistemas normativos que dão expectativas gerais e específicas sobre como as pessoas devem se comportar em diversas situações; e f) estoques de conhecimento, que dispõem de informação implícita que as pessoas inconscientemente usam para compreender as situações.

4-       A cultura varia dentro e entre as sociedades, e essa situação geralmente leva ao conflito entre aqueles que possuem valores, crenças ou normas diferentes. Alguns conflitos permanecem no nível simbólico, mas o conflito geralmente surge o combate aberto entre as partes com crenças diferentes.

5-       As subculturas surgem e persistem em sociedade complexas, cada um revelando alguns sistemas de símbolos distintos. Às vezes, o conflito é evidente entre subculturas, especialmente quando algumas subculturas são capazes de impor seus símbolos às outras.

6-       Sistemas de símbolos geralmente revelam contradições e incoerências, uma situação que pode colocar os indivíduos em conflito pessoal, e às vezes grupal.

7-       O etnocentrismo é um subproduto inevitável das diferenças culturais, com indivíduos que vêem como inferiores aqueles símbolos culturais distintos dos seus. O etnocentrismo produz preconceitos que geralmente vêm à tona em conflitos declarados.



Cultura ou sistemas de símbolos
que os homens usam para orientar
seu comportamento







Interações ou                                                                     Estrutura social ou os padrões
adaptações em micro-                                                                    relativamente estáveis
nível que as pessoas                                                                         de relações de que os
produzem nos contatos                                                                   homens dispõem para
face a face                                                                                                         organizar a vida social


 





ESTRUTURA SOCIAL

A realidade social revela um padrão, ou estrutura, que dá a cada um de nós um sentido para o lugar ao qual pertencemos, o que se espera que façamos, e como nós devemos pensar e sentir. Embora a realidade social não tenha a organização de uma colméia, ela não deixa de ser organizada. Se ela não fosse organizada, não saberíamos como agir, e constantemente ficaríamos incertos quanto às prováveis reações dos outros. Sem estrutura, o mundo social é o caos. Evidentemente , com estrutura demais ele se torna restrito, chato e opressivo, e às vezes acaba por eliminar o papel do sujeito. Desde que os homens deixaram a caça e a colheita como modo de subexistência, eles nunca mais alcançaram o mesmo equilíbrio entre a liberdade e a autonomia, por um lado, e a ordem e a estabilidade, por outro. A vida social é um constante cabo – de – guerra entre o nosso desejo de ser livre e a nossa necessidade de ser parte da estrutura social.


1-       Praticamente todo aspecto de nossa existência – pensamento, intuições, sentimentos e comportamento – é influenciado pela participação em estruturas sociais.

2-       Estruturas sociais são construídas de status, papéis sociais e rede de status. Cada pessoa revela um conjunto de status, talvez um status mestre e, para cada status ocupado, existe um conjunto de papéis sociais, obrigações do papel social e conflito de papéis. O conflito de papéis resulta, normalmente, da sobrecarga do papel social de um único status ou conflito entre as obrigações de diferentes status.

3-       As redes de status que compreendem as estruturas sociais variam em termos de dimensões básicas: números de status, número de pessoas em cada status, natureza de ligações dentre os status. Essas ligações podem ser livres ou densas, envolver poder ou hierarquia, transmitir recursos que variam, e existir durante períodos de tempo variáveis.

4-       Estruturas sociais básicas que organizam as populações humanas incluem: a) grupos compostos de cadeias relativamente pequenas de pessoas em contato face a face; b) organizações que reúnem números grandes de indivíduos e grupos em hierarquias de autoridade; c) comunidades que ordenam os indivíduos, grupos e organizações no espaço geográfico; d) estruturas institucionais compostas de complexos de grupos e organizações voltadas para a necessidades básicas da existência humana e organização social; e) estruturas de categorias nas quais as características semelhantes das pessoas se tornam a base para o tratamento diferenciado; f) estruturas de estratificação, nas quais categorias de pessoas recebem parcelas diferentes de recursos valorizados pela sociedade; g) sistemas societários que organizam grupos compostos de cadeias através de estruturas de estratificação sobre o território; e h) estruturas intersocietárias que unem sistemas societários.

5-       Porque cada pessoa está encaixada numa matriz de estruturas sociais – de grupos a sistemas intersocietários – pensamentos, intuições, sentimentos, ações e interações sociais são extremamente limitados.

CONJUNTO DE PAPÉIS – REDE DE STATUS






Crença e normas sobre educação e escola





Crenças e normas sobre o papel exato dos cônjuges




Crenças e normas do local de trabalho






Aluno
 










Esposa
Marido
 







Trabalhador






Crenças e normas sobre a maternidade
Paternidade





Mãe
Pai




INDIVÍDUO





Membro de Igreja


Crenças e normas sobre o transcendente e obrigação para o exercício da fé




Morador





Cidadão






Crenças e normas sobre a comunidade e vizinhança







Crenças e normas sobre política, votação e participação.


GRUPOS E ORGANIZAÇÕES


O grupo, composto apenas de algumas pessoas em interação, é a unidade básica das organizações humanas. Mas como as dimensões sociais têm aumentado, os grupos são constituídos a fim de formar organizações mais complexas – tais como empresas, organizações burocráticas e escritórios. Muito de nossa vida diária é gasto em grupos; de fato, tente imaginar qualquer hora em que você não esteja em um grupo ou pensando em pessoas. É essa inserção de grupos em estruturas maiores e mais abrangentes que possibilita aos homens a construção de sociedades complexas e elaboradas.

1.     Comportamentos e interações ocorrem dentro de uma estrutura social, ou redes organizadas de status, normas e papeis sociais.

2.     O tipo mais elementar de estrutura social é o grupo que, dependendo de seu tamanho, pode classificar-se como primário ou secundário. Os grupos primários são mais íntimos e coesos, envolvendo mais conformidade às normas, do que os grupos secundários.

3.     Os grupos têm poder sobre as pessoas, reprimindo e limitando as auto-imagens, os valores e crenças, as emoções, as motivações e o estilo de representação de seus integrantes.

4.     Os grupos são estruturas altamente dinâmicas, que revelam um número de processos básicos:
a)              liderança e o aparecimento de líderes de tarefa e socioemocionais;
b)              tomadas de decisões e desenvolvimento de consenso e “groupthink”;
c)               coesão e solidariedade quando estes surgem de altos níveis de interação, experiências semelhantes dos membros e fontes externas de ameaça;
d)              expectativas ou parâmetros de características “difusas” ou desempenhos passados para antecipar o que os indivíduos devem fazer em grupo;
e)               grupos de referência como parâmetros para orientar os pensamentos e reações em uma situação específica.

5.     Quando a sociedade se torna maior e as tarefas mais complexas, os grupos são unidos para formarem organizações que revelam papéis sociais formais, uma clara divisão de trabalho, hierarquias de autoridade, controle de emoções, competência técnica dos encarregados, controle organizacional dos cargos e planos de carreira rumo à hierarquia.

6.     Há vários tipos de organizações:
a)              organizações voluntárias, em que as pessoas livremente reúnem certos objetivos e interesses;
b)              organizações coercitivas, em que os indivíduos são forçados a permanecer separados do resto da população;
c)               organizações utilitárias, em que os membros racionalmente calculam os custos e os benefícios de sua participação.

7.     Uma dinâmica importante das organizações é “ecológica”: as organizações existem em um ambiente de recursos e devem geralmente competir com outras organizações pelos recursos que levam a padrões de crescimento e declínio nos diferentes tipos de organizações da sociedade.

8.     Outro conjunto de dinâmica é interno, girando em torno de uma série de processos:
a)            desenvolvimento de relações informais dentro da hierarquia formal;
b)            a origem de conflito na distribuição de autoridade;
c)             natureza dos serviços quando estes refletem as tecnologias e produtos fabricados;
d)            controle e autoridade que giram em torno de padrões de supervisão externa e compromissos do trabalhador;
e)             processos culturais nos quais os valores, crenças e normas criam uma “ética” específica sobre como o trabalho deve ser feito;
f)             “ritual” ou desempenho do trabalho sem consideração dos objetivos de uma organização;
g)            a alienação decorrentes dos serviços chatos e rotineiros;

9.     A natureza da organização tem, nas últimas décadas, mudado enormemente sob o impacto da tecnologia e competição econômica mundial, levando à queda dos empregos de produção e ao aumento dos empregados na área de vendas e de prestação de serviços.


DESIGUALDADES: CLASSE, ETNIA E GÊNERO

Algumas pessoas conseguem mais do que outras nas sociedades – mais dinheiro, mais prestígio, mais poder, mais vida, e mais de tudo aquilo que os homens valorizam. Tais desigualdades criam divisões na sociedade – divisões com respeito a idade, sexo, riqueza, poder e outros recursos. Aqueles no topo nessas divisões querem manter sua vantagem e privilégio; aqueles de nível inferior querem mais e devem viver em um estado constante de raiva e frustração. Assim, a desigualdade é uma máquina que produz tensão nas sociedades humanas. É a fonte de energia por trás dos movimentos sociais, protestos, tumultos e revoluções. As sociedades podem, por um período de tempo, abafar essas forças separatistas, mas, se as desigualdades persistem, a tensão e o conflito pontuarão e, às vezes dominarão a vida social.

  1. A desigualdade em uma sociedade gira em torno da distribuição diferenciada de recursos de valor às variadas categorias de indivíduos – sendo as de classe, étnica e gênero as três mais importantes.

  1. A estratificação de classes existe quando a renda, poder, prestígio e outros recursos de valor são dados aos membros de uma sociedade desigualmente e quando, com base nessa desigualdade, variados grupos tornam-se cultural, comportal e organizacionalmente distinto.

  1. O grau de estratificação está relacionado ao nível de desigualdade, à distinção entre as classes em nível de mobilidade entre as classes e à durabilidade das classes.

  1. Existem várias propostas para o estudo da estratificação: a) a proposta marxista, que enfatiza que a propriedade dos meios de produção é a causa da estratificação de classes e mobilização para o conflito, com subseqüente mudança nos padrões de estratificação; b) a weberiana, que enfatiza a natureza multidimensional da estratificação (que gira em torno não apenas da classe, mas de partido e grupos de status também); c) a proposta funcionalista, que argumenta que a desigualdade reflete o sistema de recompensa para encorajar os indivíduos a ocupar posições funcionalmente importantes e difíceis de preencher; d) a evolucionista, que argumenta que, a longo prazo, partindo das sociedades de caça e coleta, as desigualdades aumentaram, como refletem as sociedades modernas.

  1. A estratificação nos Estados Unidos e no Brasil é marcada por altos níveis de desigualdade com respeito a bem-estar material e prestígio. A desigualdade na distribuição de poder é mais ambígua. A mobilidade é freqüente, mas a maioria das pessoas não consegue grande mobilidade durante a vida.

  1. Etnia é a identificação de um grupo como distinto em termos da biologia superficial, recursos, comportamento, cultura ou organização; a estratificação étnica existe quando alguns grupos étnicos conseguem mais recursos de valor em uma sociedade do que outros grupos étnicos.

  1. A estratificação étnica é criada e sustentada pela discriminação que é legitimada pelas crenças preconceituosas. A discriminação e o preconceito são embasados pela ameaça (econômica, política, social) apresentada de forma real ou imaginária por um grupo étnico-alvo e são ainda sustentados pelos ciclos de reforço que giram em torno da identificação étnica, ameaça, preconceito e discriminação.

  1. O gênero é a diferenciação entre homens e mulheres em termos de características culturalmente definidas e status na sociedade. A estratificação de gênero existe quando os homens e as mulheres em uma sociedade recebem efetivamente parcelas desiguais de dinheiro, poder, prestígio e outros recursos.

  1. A estratificação de gênero é sustentada pelos ciclos de socialização, que reforçam mutuamente pela identidade de gênero e por crenças relacionadas ao gênero, que, por sua vez, se tornam a base para discriminação e crenças preconceituosas, frutos da ameaça ressentida pelos homens.

INSTITUIÇÕES

Para sobreviver, os homens tiveram de criar maneiras de lidar com as exigências básicas da vida biológica e social. Tiveram que garantir alimento e sustento suficientes, prover formas seguras de ter e criar filhos, governar-se e lidar com o conflito, educar cada geração, aliviar a ansiedade e a tensão das pessoas, desenvolver o conhecimento e a inteligência, e curar os doentes. Cada uma dessas exigências desperta o poder criativo dos homens, para criar elaborar estruturas básicas – denominadas instituições sociais – que ajudam a preencher as contingências básicas da existência humana. Quando as sociedades se tornam grandes e complexas, a maioria das instituições são implantadas em estruturas sociais sempre maiores, abrigadas em edifícios.

  1. Instituições sociais são uma combinação de posições de status e estruturas que buscam resolver problemas fundamentais da espécie humana, uma espécie que se apóia em padrões culturalmente mediados da organização social. Por causa de sua observada importância, a maioria das normas gerais que guiam o comportamento nas estruturas institucionais é bem conhecida e inspirada nos valores e crenças.

  1. Família e parentesco são instituições que organizam as relações em torno dos laços do matrimônio e de sangue. Tais organizações são alcançadas através de uma série de normas que guiam a conduta com respeito a casamento, descendência, residência, autoridade, divisão de trabalho, tamanho da família e dissolução. Tais regras regularizam as relações de forma a resolver tais problemas fundamentais encarados pelos homens, como sexo e casamento, suporte social e biológico, socialização e colocação social. O parentesco é dominado por famílias nucleares isoladas.

  1. A economia é a instituição que organiza a tecnologia, trabalho e capital para tomar recursos do meio ambiente, transformando-os através da produção em mercadorias e utilidades,e distribuindo essas mercadorias e utilidades aos membros da sociedade. Tem havido um número de formas econômicas básicas na história humana – caça-e-coleta, horticultura, agricultura, industrialização e pós-industrialização. A economia norte-americana é agora completamente pós-industrial, girando em torno da prestação de serviços tanto quanto da fabricação.

  1. O governo é a instituição que usa o poder para estabelecer objetivos para uma sociedade e para obter recursos para alcançar esses objetivos. Quando o poder se torna burocraticamente organizado, pode-se dizer que existe um Estado. Estados modernos variam com respeito a racionalidade de sua burocracia administrativa, centralizada do poder de decisão, extensão da intervenção do Estado nas questões internas, nível de democracia na seleção dos seus chefes, divisão de poder entre judiciário, executivo e legislativo, e nível de legitimidade atribuída ao governo.

  1. A educação é a instituição explicitamente estabelecida como um conjunto de organizações formais para fornecer socialização de aptidões necessárias, a fim de colocar as pessoas dentro de posições econômicas, armazenar cultura e gerar inovações. Todos os sistemas educacionais revelam um conjunto de organizações educacionais primária, secundária e superior.

  1. A religião é a instituição que organiza as práticas rituais que invocam as forças sagradas e sobrenaturais na afirmação de certas crenças. A religião parece preencher as necessidades básicas de redução de ansiedade e tensão nas pessoas e para reforçar as normas e valores cruciais.

  1. A pratica da medicina é a instituição dedicada a organizar atividades estruturadas para prevenir, tratar e curar doenças. A medicina começa dentro da religião, mas passa a ser uma instituição separada e dominante com a industrialização. Atualmente, a medicina consome porções significantes do PIB de todas as sociedades modernas.

  1. A ciência é a instituição dedicada a organizar a pesquisa objetiva para e acúmulo de conhecimento sobre o funcionamento do universo. A ciência tornou-se uma instituição dominante nas sociedades modernas, penetrando todas as instituições básicas e freqüentemente se colocando em conflito com a religião.



POPULAÇÃO, COMUNIDADE E MEIO AMBIENTE


A população humana tem crescido em níveis alarmantes, forçando as pessoas a viver nas áreas e a sofrer as conseqüências da poluição. Provavelmente o perigo mais significante à nossas sobrevivência como espécie seja a superpopulação, porque, quanto mais pessoas, significa que os recursos são consumidos mais rapidamente, que as cidades se tornam lugares poluídos e perigosos, e que a doença e a fome se tornam uma condição de vida de grande parte da população mundial.

  1. O número de pessoas, sua distribuição e padrões de organização e seus efeitos no meio ambiente estão todos inter-relacionados e são tópicos importantes.

  1. A ciência da demografia é o estudo da população, seu tamanho e crescimento, suas características, e seus movimentos. De particular importância são os padrões de crescimento e o funcionamento da transição demográfica.

  1. A comunidade é a organização de pessoas para um espaço habitacional, e o processo comunitário mais importante é a urbanização ou o movimento de pessoas para um espaço habitacional concentrado. A suburbanização e a criação de regiões metropolitanas são asa manifestações mais recentes dos processos de urbanização.

  1. Os ecossistemas se formam a partir das relações entre formas de vida e matéria inorgânica, através de uma série de cadeias e fluxos. Padrões da organização humana atuais rompem esses processos que sustentam os recursos renováveis, dos quais dependem toda a vida do planeta.



DESORDEM, DESVIO E DIVERGÊNCIA

A organização dos homens não é como uma colméia bem-ordenada. A superpopulação, a multidão, a desigualdade, a injustiça, a discriminação, a intolerância e outras forças separatista geram desordem, estimulam o desvio e conduzem as pessoas à revolta. É difícil abrir um jornal hoje em dia sem ver que alguém foi assassinado ou assaltado, algum grupo que está indignado e protestando, alguém que está abertamente se desviando das convenções, ou alguns grupos que se mantêm em conflito declarado ou desafiando a lei. Enquanto podemos censurar esses fatos, ou até mesmo ter medo deles, devemos reconhecer que eles são inevitáveis em uma sociedade grande e urbana, que revela desigualdades, claros padrões de discriminação e notórias injustiças. Sob essas condições, as pessoas ficam indignadas, fazem greve, encontram abrigo no desvio, eles se organizam para protestar, atacam e desrespeitam as convenções, e de diversas maneiras tornam a vida mais caótica e desordenada.

  1. A sociedade está sempre em uma situação incômoda, entre as causas que promovem a ordem e aquelas que causam o desvio, o conflito e a desordem.

  1. Um número de forças inter-relacionadas inevitavelmente pressionam a desordem: a) aumentos no tamanho populacional; b) aumento de diferenciação social; e c) aumento de desigualdade.

  1. No nível de todo social, o controle social é promovido por: a) uma regulamentação governamental; e b) trocas de mercado.

  1. No nível das pequenas organizações sociais, o controle social é promovido pela: a) socialização da personalidade; b) sanção mútua; c) rituais; e d) separação de papéis.

  1. Cada uma das perspectivas teóricas importantes oferece uma análise sobre as causas do desvio. As teorias funcionalistas enfatizam a tensão estrutural entre os objetivos culturais e a distribuição dos meios. As teorias do conflito argumentam que as leis e os procedimentos da sanção ajudam os mais abastados e trabalham contra o pobre. As teorias interacionistas enfatizam os rótulos dados às pessoas e o processo de socialização. E as teorias utilitaristas enfatizam os cálculos de custos, investimentos, envolvimentos e crenças na origem do desvio ou conformidade.

6.             A divergência é o processo de protestar contra certos aspectos de uma sociedade. Tal divergência ou dissidência é gerada por desigualdades, que servem como uma pré-condição básica; e então, a dissidência é intensificada quando as pessoas compartilham queixas, formam redes, comunicam, constituem líderes, articulam crenças e sentem relativa privação. Com essas condições prévias e sua intensificação, um número de teorias tem sido oferecido para explicar as explosões coletivas e comportamento de multidão: a) teoria do contágio, que enfatiza a interação face a face dos indivíduos; b) a teoria da convergência, que enfatiza a preparação prévia de indivíduos para atuar dentro de situações de multidões;. C) teoria da norma emergente, que enfatizam que através da interação as pessoas criam normas e situações de multidão, que então orientam seu comportamento. O comportamento de multidão é iniciado com incidentes catalisadores que galvanizam crenças generalizadas, expressando suas indignações. Para tornar-se um movimento social efetivo, a multidão deve dispor de recursos para sustentar suas atividades de protesto.
MUDANÇA SOCIAL

Durante a maior parte da história humana – aproximadamente 40.000 anos – mudar era um processo lento. Nossos ancestrais permaneceram caçadores e colhedores, durante milênios. Depois com o desenvolvimento da agricultura, a mudança tornou-se mais comum, mas foi ainda lenta. Agora, durante os últimos trezentos anos, a mudança é constante e incessante. Não pode ser evitada; há poucos lugares para se esconder ou encontrar a “vida mais simples”. Cada geração deve agora viver em um mundo muito diferente do que o anteriores cada vez mais as pessoas mudam de empregos e especialidades durante sua vida. Não podemos mais atingir nossos objetivos com o que aprendemos antes. Tais mudanças rápidas nos obrigam todos a ser diferentes de nossos ancestrais, que puderam desfrutar de uma única forma de viver durante toda a sua existência. Devemos agora nos adaptar a uma nova crença, que foi lançada por nossa cultura e modos de organização.

  1. O ritmo da mudança social vem se acelerando dramaticamente no último século. A mudança pode ser cumulativa, mas a história das sociedades humanas revela repentinas inversões. Esse foi, particularmente, o caso na era agrária.

  1. A mudança pode ser originar de causas culturais, particularmente de: a) inovações tecnológicas; b) novas crenças ou expectativas; e c) difusão de sistemas de símbolos. Tais mudanças culturais estão intimamente ligadas às mudanças nas estruturas, servindo para iniciar as mudanças na estrutura ou, no mínimo, acelerando as mudanças já iniciadas.

  1. As estruturas sociais revelam diversas fontes importantes de mudança, incluindo: a) a desigualdade e o conflito sobre os recursos; b) subculturas que buscam superar desvantagens; e c) instituições que revelam processos que geram suas próprias transformações.

  1. Processos demográficos são também um impulso para a mudança, especialmente transformações no tamanho de uma população, nos padrões de movimento populacional e em sua estrutura etária.

  1. O estudo da mudança está no centro da análise sociológica, desde o início da disciplina até o presente. Teorias e análises foram propostas para explicar a mudança, incluindo: a) teorias cíclicas que enfatizam o movimento de sociedades entre os pólos opostos; b) análise dialética, que demonstram a dinâmica das mudanças inerentes às desigualdades; c) análises funcionalistas, que enfatizam a evolução das formas societárias simples para as mais complexas como um evolucionista, para qual a desigualdade é a força motriz da evolução e mudança social; e e) críticas, quer “pós-industrial” quer “pós-moderna”, sobre as influências da tecnologia e sistemas de informação de ponta, na transformação da sociedade.

Textos baseados nos livros: Sociologia – Conceitos e Aplicações, Jonathan H. Turner
Sociologia – Ativa e Didática, Pedro Scuro

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